O USO DE ÓLEOS ESSENCIAIS EM CASOS DE CANDIDA

Atualizado: 13 de Fev de 2019


A candidíase é a considerada a infecção fúngica mais comum. A Candida albicans é o agente etiológico mais frequente , apesar de existir outras espécies de candida (e.g. C. guilliermondii, C. krusei, C. parapsilosis, C. stellatoidea, C. tropicallis) que também podem estar envolvidas na candidíase. As infecções fúngicas são mais frequentes em pacientes com imunidade baixa, portadores de leucemia, linfoma, diabetes mellitus e síndrome da imunodeficiência adquirida.



Atualmente, muitos fármacos obtidos através da síntese orgânica têm sido utilizado em tratamentos de infecções micóticas. Os antissépticos como tintura de iodo, violeta de genciana, ácido salicílico e benzóico, derivados sulfamídicos, corantes, quinonas, antifúngicos poliênicos (e.g. nistatina, anfotericina) têm sido amplamente utilizados na terapia antimicótica. Também tem os antifúngicos modernos, como os azóis (cetoconazol, econozal, sulconazol, miconazol, clotrimazol, feuconazol), alilaminas (naftina, terbinafi na), hidroxipiridona, morfolina, compostos de selenium e anfotericina B lipossômica. As infecções fúngicas são frequentemente de difícil tratamento devido à aquisição por parte de seus agentes etiológicos de resistência frente à ação de antifúngicos.


Os óleos essenciais são substâncias voláteis presentes em muitos órgãos vegetais, e possuem diversas funções necessárias à sobrevivência vegetal, exercendo papel fundamental na defesa contra microrganismos. Estudos científicos estabelecem que cerca de 60% dos óleos essenciais possuem propriedades antifúngicas e 35% exibem propriedades antibacterianas.


Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Ciências Farmacêuticas na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, PB analisou seis óleos essenciais (Tabela 1) de reconhecida ações medicinais e que possuem atividade antifúngica em relação à diferentes espécies de cândida.




Todos os óleos essencial apresentaram efetividade de inibição de pelo menos uma cepa fúngica ensaiada, sendo que os óleos essenciais de C. zeylanicum (Canela) e P. boldus (Boldo do Chile) inibiram o crescimento da maioria das cepas ensaiadas (58%). Os óleos essenciais de C. limon (Limão), E. citriodora (Eucalipto) e R. officinalis (Alecrim) mostraram uma baixa efetividade antifúngica quando comparado aos resultados obtidos com os óleos essenciais de C. zeylanicum (Canela) e P. boldus (Boldo do Chile). O óleo essencial de E. uniflora (Pitanga) apresentou um baixo poder de inibição sobre as cepas de Candida, porém detectou-se atividade inibitória sobre C. krusei FCF-281. O óleo essencial de C. limon (Limão) a 4% inibiu 05 (42%) das cepas ensaiadas. O óleo essencial de R. officinalis (Alecrim) mostrou-se ativo somente sobre 04 cepas ensaidas. O óleo essencial de E. citriodora (Eucalipto) a 8% mostrou-se ativo na inibição de quatro cepas ensaiadas. A maior ou menor atividade biológica dos óleos essenciais tem se mostrado dependente da composição de seus constituintes químicos como citral, pineno, cineol, cariofi leno, elemeno, furanodieno, imoneno, eugenol, eucaliptol, carvacrol e outros. Estes constituintes são responsáveis pelas propriedades antissépticas, antibacteiranas, antifúngicas e antiparasíticas.


Considerando a resistência das leveduras do gênero Candida em relação aos antifúngicos atualmente utilizados, pode-se inferir que a pesquisa de novos óleos essenciais com atividade antifúngica é de extrema importância. É visível o potencial antibiótico que os vegetais possuem, e por conseqüência, a real possibilidade do uso destes produtos na prevenção e tratamento de doenças infecciosas fúngicas. Porém, é importante lembrar a necessidade de realizar pesquisas sobre a toxicidade e uso clínico para usar estes produtos como fármacos de forma segura.


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